domingo, 3 de abril de 2011

game over


o que mais me dói agora
é ver esse infinito amor finado
é não cruzar teu olhar de outrora
agora que me conjugas passado
(perdido, posto, acabado)

o que mais me dói agora
da garganta por um nó te prendo
do corpo pelos poros me escapas
agora a vida insone me apavora
(meu sonho, o teu devora)

receio que o que mais me dói agora
é perceber que na madrugada vazia
só lembranças me farão companhia
agora que a ausência de ti vigora

no fundo, sinto que o que mais dói agora
é pressentir as propostas sem propósito
consentir na espera que desespera
agora que sei que a paz inda demora

o sonho acabou, te pergunto ciente
como sublimar um amor que evapora
peço que esclareças antes de ir embora
a mim, que só te sei conjugar presente
.

.

3 comentários:

  1. Um fim é sempre menos bom que um início. Mais ainda quando se fala de amor. Até porque em relação ao coração, neste caso, não há como recuperá-lo, intacto.

    Gostei do poema. Uma belíssima cascata de palavras.

    1 Bj*
    Luísa

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  2. o inferno particular
    também é florido
    ...

    (massa esse poema!)

    beijo carinhoso.

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