quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Anatomia da rosa *
Ninguém nunca se esquece da maior, rosa da rosa
Todavia permanece a cegueira hereditária.
Ainda há muita ferida de profundidade cálida
Que, por não ser de repente, vista é como irrisória.
Há.
Pensem nas crianças que morrem antes dos cinco anos por fome no Jequitinhonha
(mudas telepáticas)
Pensem nas meninas vendidas no Iraque todos os dias
(cegas inexatas)
pensem nas mulheres prostituídas em Cuba
(rotas alteradas)
E 376 mil crianças que morrem anualmente na Etiópia.
E 376 mil crianças que morrem anualmente na Etiópia.
E 376 mil crianças que morrem anualmente na Etiópia.
O espinho prevalece sobre a desnutrida esquálida.
É a rosa permanente, só que agora mais murchada.
Não menos estúpida, não menos inválida.
Sem cor, perfume, imprensa
Sem ideia, música, ciência.
Sem vez. Sem voz. Sem nada.
* A quatro mãos - Aléxia Alvim e Maria Paula Alvim
sábado, 24 de setembro de 2011
amor sem escalas
tive amores pequenos
que andaram descalços
sem dó
por cá e por lá
tive amores envolventes
silenciosos
onde ouvi violinos
em ré maior
tive amores mágicos
que a(s)cenderam
o sol
dentro de mi(m)
busco o amor
humano, imperfeito
que sequer caiba
em si
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
embarazada
dentro do seu abraço
eu me embaraço
cheia de graça
me desconstruo
depois renasço
(gr) ávida de amor
por hora
seu abraço
me basta
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