sábado, 31 de março de 2012

Beleza que cabe no bolso



Essa é para quem está em BH ou pretende vir à cidade.

A EME - Núcleo de Estética Médica e Emagrecimento - oferece um serviço super diferenciado nas áreas de tratamentos de emagrecimento e distúrbios alimentares, pilates e estéticas facial e corporal.

Localizada num sobrado dos anos 50 no Bairro da Floresta, a EME atende ambos os sexos, oferecendo o que há de mais moderno no mercado da estética médica e fisioterapêutica.

Sua concepção é única em Belo Horizonte, baseada num modelo europeu de clínica cosmecêutica, que alia cosmetologia de ponta com preços acessíveis à classe média. O segredo é priorizar o que é realmente importante para o paciente, como  atualização científica, tecnologia de ponta, deixando de lado o supérfluo.

Para agendar um horário para uma avaliação gratuita e sem compromisso, basta ligar (31)2514.1860
Rua Campo Alegre 86 - esquina com Av. Silviano Brandão
Floresta

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www.clinicaeme.blogspot.com.br

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domingo, 25 de março de 2012

poliglota infeliz



 tão bem te quis
e você me deixou, cris
sem sequer um bacio
um beso, um kiss
que foi que eu fiz?
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sexta-feira, 23 de março de 2012

quinta-feira, 22 de março de 2012

segunda-feira, 19 de março de 2012

Love blossoms


Romero Britto, Love Blossoms


I - Como cão e gato

Brigaram feio.
Se tem coisa que qualquer gata detesta, é cachorrada.


II - Escrito nas estrelas
Ele a comia com voracidade. Era  Leão.
Por dentro, ela o consumia. Era de Câncer.


III - Drumondiana
No meio do caminho, seu coração virou uma pedra.


IV - Na ponta do lápis
Ela pintou o sete.
No fim, noves fora, nada.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Mostrador *


Do relógio que você me deu soltou-se o cavalo.
que agora passeia a loucura das horas.

Salta ponteiro meio dia o dia inteiro.
Deu de saltar meus olhos mais cedo,
no desespero de perder a hora.

Numa dessas, penso que ele se queixe
e, saudoso de Nova Iorque,
sem tardar o tempo ele volte
pra ser um cavalo que se preste
ao tempo em que nele se mostra.

Márcio Ares, 2012


* poema que recebi do Márcio Ares por causa de um presente que trouxe para ele de uma viagem há algum tempo. Bom que ele gostou tanto do relógio. Também gostei muito do poema.

domingo, 11 de março de 2012

partida



Não quero ser convertida
prefiro me ver
divertida
na rima
(in)vertida
se preciso for
em lágrima

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quinta-feira, 8 de março de 2012

Me chama de lagartixa



Na celeuma entre criacionistas e evolucionistas ela não mete o bedelho. Nem de Eva, nem do macaco - ela sabe que seus ancestrais diretos são as lagartixas e, por conseguinte, os dinossauros, de quem lagartixas são a versão bonsai. Como a lagartixa, ela não tem o rabo preso e, muitas vezes, usa do mimetismo para passar desapercebida. Mas é no quesito amoroso que seu coração DNA rabo de lagartixa se manifesta em plenitude: tantas vezes decepado quantas vezes autorregenerado.


Férias na praia, primeiro namorado, ambos com 14 anos, ela uns 5 cm mais alta. Em pleno estirão da puberdade, ele cresceu uns 15 cm enquanto namoravam. Um dia, seca e inexplicavelmente, ele terminou o namoro e a lagartixa enfiou o primeiro rabo-cotó entre as pernas. Anos mais tarde, num encontro casual, o moço revelou que quem tinha rompido com ela fora o irmão, gêmeo idêntico. Ela não perguntou o motivo: não devia estar mais à altura deles.

Escola nova, QI de ameba em Física. Tão péssima que a escola indicou um instrutor para acompanhar seus estudos. O rapaz, estudante de engenharia, tanto esforçou que acabou rolando uma química. Foram vários foras seqüenciais em que ele terminava com ela para cair nos braços de sua colega . E vice versa. Um dia, num lampejo de lucidez, fizeram as duas um pacto de não aceitar mais tamanha indecisão. De herança, ficou a grande amizade entre as duas lagartixas cotós.

Conheceu R. numa festa no clube. Ele, estudante de Direito, já tinha a lábia dos catedráticos. Eram completamente diferentes: ele, refinado, elegante, apegado ao material; ela, meio riponga, adepta do paz e amor. O mimetismo da espécie ancestral fez com que ela adaptasse ao seu estilo. Pena que R. não conseguiu se adaptar ao estilo monogâmico. Foram anos de foras, seguidos de lágrimas de crocodilo de arrependimento. Ela subia pelas paredes, mas compreendia a força dos hormônios masculinos e o aceitava de volta. Um dia, a gota dágua: rápida como uma lagartixa, deixou na lata de lixo do banheiro de um restaurante um pé de um sapato de grife dele (couro de crocodilo, claro!) e o restinho do seu amor. Ele saiu do local mancando. Seu coração manco enfim saltitava.

Mais tarde conheceu outro R., urologista. Paixão arrebatadora, daquelas bem fulminantes. Ela, nas nuvens. Ele, há poucos meses do casamento. Ela não tinha sangue de barata e achou que tinha usado a última regeneração do rabo coração quando ele não teve coragem de romper com o compromisso assumido.

Foi como lagartixa profissional que conheceu A. numa escola de idiomas. Ela, a professora; ele, o aluno bonitão. Achou que enfim tinha encontrado a lagartixa gêmea e mergulhou de cabeça. Uma crise de meia idade interrompeu seu sonho de jacaré. Joga na parede, chama de lagartixa, mas não faz isso com ela. Vinte anos e muitos rabos regenerados depois, olha ela de novo no mercado dos répteis, dessa vez tendo que reaprender o beabá dos animais de sangue frio.

O mundo fora do casamento parecia mais ameaçador do que era de fato. Encontrou gatos, gaviões, mas também mosquitos, lagartixas e muito sorriso de lagarto pelo caminho. A princípio pensou em mudar radicalmente, amputar rabo e DNA em um mesmo golpe. Mas segue em frente, cada vez mais tranquila. Aposta que em algum ponto da Ásia ou da África lagartixas são animais sagrados, divindades íntimas cuja presença anuncia a paz de espírito. É feliz. Agora sabe que quem nasceu pra lagartixa jamais chega a jacaré. E que perder o rabo significa quebrar por vontade própria uma parte do corpo. A isso chamam autonomia.

domingo, 4 de março de 2012

contos de fadas



Ela tinha complexo de Cinderela.
Descobriu, tarde demais, que seu príncipe só falava abobrinha.
E morava na beira da lagoa.

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ex_trema



nos idos tempos
do trema
temi perder
 sua estima
já não toco
 mais no tema
 todo drama
 é obra prima

sábado, 3 de março de 2012

alquimia



milagre é transformar
em água o vinagre
talento é transformar
f(l)ato em vento

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jogo de da(r)dos




se Deus não joga dados
como afirmou Einstein
dardos por atacado
na minha direção
  são obra dEle,
Frankstein
ou Salomão?

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sexta-feira, 2 de março de 2012

pega leve


já que pensa em ir embora,
homem amado, me leve
no coração, mas não chora
deixe a lembrança ir-se, leve
.
sabe que tem que ir embora
meu doce amigo, se entregue
leva tempo, é boa a hora
corra, que a vida é bem breve
.
se não for, vou eu embora
moço querido, releve
leve em conta nossa aurora
magoei você de leve
.
vamos nós dois, mundo afora
não leve culpa ou subleve
nem me leve a mal, embora
levei eu o fora, de leve

quinta-feira, 1 de março de 2012

última chamada



Que tal ir comigo ao cinema;
sentir meu cheiro de alfazema;
sob o luar ler um poema;
falar dos astros, do Sistema?
( com você, vale qualquer tema)
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Quer banhar-se em cachoeira;
aquecer-se junto à lareira;
arrastar pé na gafieira;
ou um bingo na sexta-feira?
( topo até plantar bananeira)
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Vem achar algo que te distraia;
andar de mãos dadas na praia;
celebrar, em doce gandaia;
correr, até que um de nós caia.
( te apresento pra Cláudia Raia)
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Você topa passear no parque;
ir a um show do Chico Buarque;
deixar que a chuva nos encharque;
esperar-me no desembarque?
( por você - argh!-, como até charque)
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Vamos olhar o pôr-do-sol;
juntos, praticar portunhol;
xingar juiz no futebol.
pescar com vara e anzol
( ou descobrir-me sob o lençol...)
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Diz, por que este olhar tão triste?
Pra quê armar dedos em riste?
Sem amor, para que se existe?
Por que você tanto resiste?
( que mais faço que te conquiste?)
.
Ufa, deu até tendinite
Tem opção de sobra, acredite.
Aceite logo, não hesite,
que paciência tem limite!
( olha que passo pra frente o convite... )

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